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09/04/2010

VIAGEM E CORRIDA – PARTE 4

Coluna do treinador

 

Fechando os textos sobre “CORRIDA E VIAGEM”, não poderia deixar de registrar o turismo feito em Buenos Aires durante os dias que se sucederam após a corrida.

Minha intenção ao escrever esse post foi criar um breve guia com o que há de mais interessante na capital Argentina  e que na minha opinião não deve ficar de fora de qualquer roteiro.

Para isso tomei a liberdade de aproveitar algumas partes do texto do meu amigo e profundo conhecedor de Buenos Aires Uirá, que contribuiu com grande parte das informações abaixo.

Apesar das dores na perna (devido à corrida) o melhor a fazer, sobretudo é andar pelas ruas, capturando as sensações babilônicas que esse tipo de cidade propicia. Não se trata de uma cidade violenta, então é razoável andar com certa quantidade de dinheiro e uma câmera fotográfica, tomando as precauções clássicas de cidades de milhões de habitantes. Entre os passeios clássicos e indispensáveis constam os Bosques de Palermo (sobretudo ao entardecer de fim de semana). Se tiver curiosidade, procure o museu Eduardo Sivori, com um café agradabilíssimo. Há também uma bela torta de maçã ou capuccino a ser degustado no local.

Um tour geral (do norte para o sul, de preferência) pela Avenida de Mayo te levará ao Centro, à 9 de Julio (avenida fantástica e caótica), ao Obelisco (equivalente portenho à praça Sete), passando pela Plaza de Mayo e possivelmente percebendo a envergadura política do povo argentino, que faz “panelaços” pra todo tipo de protesto. É onde fica também o Café Tortoni, belíssimo (mas totalmente tomado por brasileiros) o Congreso e a Casa Rosada, símbolos da política argentina. Mais ao nordeste, fica o Teatro Colón, que é nada menos que o único lugar da América Latina apto a receber uma sinfônica de porte internacional e talvez o teatro mais imponente e importante do cone sul. Mais ao sul do Obelisco há a Calle Florida, uma espécie de centro comercial e point de hotéis, onde muitos brasileiros se hospedam. Lá por perto está a avenida Corrientes, que ainda mantém certo charme.

Como é uma cidade de bairros imensos, é importante conhecer o mapa (mas não muito, pois é uma bela cidade para se andar sem rumo), o que facilita as coisas são os taxis. Palermo é o provavelmente o bairro-síntese de BsAs. Belas boutiques, quarteirões de 100m cada, cafés charmosíssimos, lojas de sabonetes de designers, enfim. Caminhe pelas Calles (ruas) Honduras, Borges, Gurruchaga e nada pode dar errado. É simples e sensacional, nada turístico. Há também o Jardim Botânico, e já para o leste, no Bairro Norte, o Zoológico e na avenida Santa Fé (bem mais ao sul) a melhor livraria de Buenos Aires (e possivelmente mais charmosa do mundo), chamada El Ateneo. Tem também o maravilhoso restaurante Matilda!
Quanto a San Telmo, é um bairro que equivale a Santa Tereza. É do lado oposto a Palermo, então convém escolher bem os dias. Aos domingos acontece a famosa feira de antiguidades, que tem um clima interessante de gente na rua, cafés e ruas estreitas. É nesse bairro também que há um dos melhores bifes porteños, no restaurante “El Desnivel”. Nesse bairro também fica a Iglesia Russa, uma igreja de arquitetura bizarra. 

Puerto Madero é o antigo bairro portuário decadente que foi renovado por arquitetos e designers. Vale a pena passear, quem sabe até jantar em um dos restaurantes a beira do canal 

A Recoleta é o Lourdes, digamos. Tem Armani, hotéis 5 estrelas e o famoso Cemitério onde foi sepultada a Evita. Esse bairro hospeda também os dois melhores museus de Buenos Aires, que devem ser vistos a qualquer custo: O Museu Nacional de Bellas Artes e o MALBA (Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires). Lembre-se que museus fecham às segundas, como em qualquer lugar do mundo, então tem que ser outro dia. Pertinho do primeiro, há a flor metálica que se abre e fecha localizada também ao lado da escola de direito com colunas romanas. 

Finalmente, La Boca é o bairro mais tradicional de Buenos Aires, onde está o Caminito, cheio de vendedores de bugigangas, pintores de rua, enfim, toda a cultura e arte argentina. É onde fica também o estádio La Bombonera. Se possível assista um jogo de futebol ou ao menos entre para fazer o tour completo. 

Uma dica legal para quem gosta de “suar a camisa” é alugar uma bicicleta (em Palermo ou em Santelmo) por mais ou menos 25 reais e passar o dia passeando pelas enormes ciclovias existentes na cidade. Outra opção é ir de ônibus até uma província de Buenos Aires chamada San Isidro, alugar um caiaque e remar pelo Rio La Plata. A vista da cidade quando estamos no meio do rio é simplesmente maravilhosa.

Finalmente, a dica principal: Não se prenda a roteiros! Algumas vezes deixe de ser turista e seja um simples observador dessa cidade fantástica.

Forte abraço

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Annette Loures
Annette Loures
10 anos atrás

Olá Iuri,
Andar à pé, meio sem rumo, sem roteiro pré-estabelecido, encantando-se com as peculiaridades e características de cada lugar é na minha opinião a maneira mais gostosa de se viajar!! O passeio ciclístico me deixou com água na boca e remar pelo Rio La Plata me deu uma vontade danada de estar lá!! SENSACIONAL!! MUITO OBRIGADA PELAS DICAS!!
abração, Annette.

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