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08/07/2019

Do sedentarismo à emoção da meia maratona

Fala corredor, Meia Maratona, Perfil do Atleta, Relatos

Por Ludmila Nunes

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Corrida para mim não representa somente um esporte, é uma atividade física de superação e desafios, e acabou se tornando muito importante na minha vida, porque ela é capaz de transformar. Virou o meu momento de terapia.

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Meu interesse pela corrida surgiu quando estava fazendo faculdade, em um dos estágios atendendo corredores; mas comecei efetivamente a treinar corrida em março de 2018, quando procurei a BHRace porque sou um pouco exigente e queria ter um bom acompanhamento que me permitisse evoluir sempre e com qualidade. O Sidnei é o treinador que ficou responsável pelo planejamento dos meus treinos, e dois meses depois de iniciar, já estava correndo 5 km sem parar ou caminhar. Confesso que fiquei surpresa com o desempenho porque achava que demoraria mais tempo, afinal antes não corria nada, era sedentária.

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A primeira prova oficial foram os 5km da Meia Maratona de BH do ano passado (2018). Imagina a minha felicidade de ver todo o esforço se tornando realidade! Mais do que nunca, naquele momento eu vi que a corrida não sairia mais da minha vida.

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Como consequência dos benefícios que a corrida proporciona, passei a fazer acompanhamento nutricional, depois veio a musculação, passei a ter uma rotina de vida mais saudável, e melhor a qualidade de vida. Nunca vou esquecer de uma frase que o Sidnei me disse: “Na corrida, com treino e disciplina tudo é possível”.

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Minha primeira medalha! 5km em um grande evento.

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Fui evoluindo bem nos treinos, e os objetivos começaram a mudar e assim fui em busca dos 10km e consegui! A cada treino que passava eu sempre queria mais quilômetros e evoluir mais ainda, mas sem atropelar fases, sempre respeitando o momento. Os objetivos foram ficando maiores com o passar do tempo.

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Há um ano e pouco atrás não imaginava que estaria correndo uma Meia Maratona. 21km, gente! É muito chão (rs). Quando em um dia de treino no Belvedere o Sidnei me fala: “Você já pode pensar em uma meia maratona, está evoluindo bem”. Oo coração pulou de alegria e isso não saía mais da minha cabeça. Eu queria esse desafio, fiquei feliz ainda mais vindo dele que é fera na corrida e que acreditou em mim quando nem eu mesma acreditava. Era um sonho se tornando realidade.

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Eu em minha primeira corrida de 5km, na Meia Internacional de BH.

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A partir desse momento, eu desejei que minha primeira Meia Maratona fosse no Rio de Janeiro por ser considerada um dos percursos mais bonitos. O fato do Rio ser considerada uma cidade quente nunca foi problema. Exatamente no dia 20/09/2018 eu fiz minha inscrição para a Meia Maratona do Rio, ou seja, tinha seis meses que tinha começado a correr. Era bom saber que tudo estava correndo bem e teria um bom tempo até a data da prova. A partir desse momento a responsabilidade só aumentou, seria necessário dedicação e disciplina nos treinos, além de cuidados com a alimentação e musculação principalmente para evitar lesões; tinha um medo que alguma coisa me tirasse de participar da Meia Maratona.

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Muitas pessoas não devem entender o que leva uma pessoa a abdicar de um final de semana em balada, de estar com a família e acordar muito cedo para poder treinar, mas só quem vive essa experiência sabe como é uma sensação maravilhosa quando os resultados aparecem e assim teve início a busca pelos 21km.

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A preparação para os 21km não é (foi) fácil, mas eu amei cada treino e cada fase, e aos sábados ver os longões só aumentando era muito bom; ver que o seu esforço valeu a pena. Eu sentia que os treinos estavam cada vez mais pesados, o volume aumentando, mais em nenhum momento isso me assustou ou me fez querer desistir. Muito pelo contrário, eu queria ir adiante.

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Nem tudo é perfeito e infelizmente nem tudo sai como a gente planeja. Chegou um determinado momento que meu desempenho começou a cair, o que para mim foi extremamente frustrante. Eu não estava bem emocionalmente, com problemas fora da corrida, possibilidade de perder o emprego, dificuldade para dormir entre outros problemas pessoais. Em virtude desses problemas, os treinos eram prejudicados e muitas vezes não conseguia manter um ritmo constante, o ritmo não estava bom e ficava cansada demais (mas não era cansaço por causa dos treinos): as corridas não “encaixavam”.

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Comecei a questionar a minha participação na prova, o que me deixava muito triste. Fiz um longo de 21km e para mim o treino foi péssimo; sai de lá arrasada… Uma das primeiras perguntas que fiz para o Sidnei era se isso tudo atrapalharia muito na Meia Maratona, e ele me passou muita confiança, o que me deixou um pouco mais tranquila. Ainda bem que ele entendeu essa fase complicada que estava vivendo e sempre que necessário reajustava os meus treinos de acordo com minha necessidade.

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Durante a preparação aconteceram muitos problemas: mal-estar, semana complicada no trabalho, preocupação com família e amigos que estavam passando por momentos difíceis. Alguns dias que era complicado ir treinar, não porque não gostava, mas pelas dificuldades da vida. Eu passo aperto nos treinos às vezes, principalmente os que são de velocidade, mas eu amo. Mas parecia que o corpo e a mente não queriam, mas mesmo assim fazia o esforço em busca de um sonho, cada dia que ia para os treinos era uma vitória.

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Tudo isso que aconteceu me deixava com dúvidas, tanto que um dia falei para o Sidnei que não sabia se conseguiria correr os 21km, estava insegura e ele sempre positivo e confiando que eu conseguiria e eu ficava pensando de como seria essa prova.

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Ao mesmo tempo que parecia que tudo ficava mais difícil, acredito que o desafio aumentava ainda mais, seria uma superação a cada quilômetro. E então chegou o dia de viajar para o Rio de Janeiro; aquela mistura de ansiedade e felicidade, além de um frio na barriga. Nos dias que antecederam a Meia Maratona sempre tomei o devido cuidado com tudo o que eu comia e com minha hidratação, porque nada poderia dar errado.

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Curtindo à minha primeira Meia Maratona!!!

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E o grande dia chegou! No dia 22/06/2019 o coração ficou batendo forte, não imaginava que a Meia Maratona iria ter tanta emoção, que ficaria imensamente feliz e que a adrenalina tomaria conta. Um dia conversando com o Sidnei ele me disse: “Prepara os lenços para enxugar as lágrimas” e respondi brincando “Vou colocar na mala já, alguns lenços” falei brincando achando que não choraria, e me enganei.

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A cada quilômetro tentava manter o pensamento de que era possível, seria corpo e mente até chegar aos 21km. Naquele momento passava muita coisa na minha cabeça. No terceiro quilômetro me emocionei muito e comecei a chorar, mas me contive porque tinha que terminar, só que durante todo o percurso eu me emocionava muito. Quando olhava para o relógio e via que estava  cada vez mais próximo de completar os 21km era uma sensação muito boa. Até que no final não segurei e as lágrimas vieram de emoção. Nem eu acreditava. Foram 21km correndo direto, sem querer desistir e sem querer parar, 21km de emoção, 21km em busca da superação.

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Eu e meu treinador, Sidnei Rodrigo,
na tenda BHRace no Rio.

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Isso só mostra que não devemos desistir dos nossos objetivos e sonhos. A corrida tem o poder de fazer com que busque cada vez mais superar as suas dificuldades. O percurso apesar da mudança foi lindo. Vai ficar marcado para sempre na minha vida. Ano que vem estou lá no Rio de novo. Agora sou Meia Maratonista!!! E ainda tem muito pela frente. Obrigada ao Sidnei por sempre acreditar em mim, pelos puxões de orelha, por todo apoio e incentivo! Essa conquista é nossa! Um dia consigo te acompanhar, hein (rs)… E obrigada à BHRace por todo apoio e suporte à nós, ateltas. Orgulho de fazer parte desse time.

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#CorreLud 

#DeixaElaCorrer

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