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04/04/2019

Qualidade de vida através do minimalismo digital

Coluna do treinador, Iuri Lage

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Em 2019 a Netflix lançou uma série chamada Tidying Up com a musa da organização Marie Kondo ajudando pessoas a se tornarem organizadas.

Particularmente achei os episódios interessantes, mesmo constatando que o processo de organização adotado por ela é muito simples: 1 – Desfaça de TUDO que você não gosta, 2 – Fique apenas com aquilo que te faz feliz (de alguma forma) e 3 – Estabeleça com clareza um lugar para cada uma dessas coisas, se possível dividindo por categoria!

Como fã da cultura minimalista, pensei que esse mesmo processo poderia ser adotado também ao ambiente digital que também causa ansiedade e mal estar nos dias atuais, afetando nossa qualidade vida tanto quanto uma casa desorganizada.

Verificar e-mail a cada hora, navegar nas redes sociais recheadas de informações ruins ou aproximar do celular cada vez que ele assobia (vida de cachorro?) são hábitos que devem ser evitados por quem busca sanidade mental satisfatória.

Por outro lado, acredito que as tecnologias estão aí para nos ajudar, e não devemos fugir da responsabilidade de tomarmos as “rédeas” e nos colocarmos como comandantes dessas ferramentas.

Abaixo segue uma sugestão de organização digital que criei baseado na metodologia da Marie Kondo:

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Fase 1: Desfaça de tudo que você não gosta

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Se tratando de mundo digital isso mais complicado. Coisas que você acredita que gosta pode ser simplesmente um hábito (ou vício) adquirido pela praticidade do prazer quase que instantâneo ao acessar uma rede social ou aplicativo pelo celular.

Dica: Faça um jejum de 30 dias das atividades online que não são fundamentais para sua vida e podem ser evitadas.

Durante esse tempo, tente:

  • Redescobrir atividades analógicas valiosas, como CORRER, criar artesanato ou se relacionar com a família.
  • Preste atenção no que é realmente prioridade para você.

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Fase 2: Fique somente com aquilo que te faz feliz

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No final dos 30 dias você terá muito mais clareza para escolher entre as atividades que deixou para trás, quais realmente te fazem bem e devem ser retomadas, e quais não fizeram a menor falta e podem ser eliminadas de vez da sua vida.

Tudo bem navegar em redes sociais e assistir vídeos no youtube, desde que você tenha consciência que isso é algo que te faz bem e deve ser feito com moderação.

A grande sacada é uma boa “curadoria” de conteúdos, selecionando pessoas e assuntos que você gostaria de ficar por dentro e se manter atento para não cair nas armadilhas que o mundo digital nos proporcionam.

É muito comum começarmos pesquisando sobre as ultimas notícias da reforma da previdência e terminarmos 40 minutos depois assistindo vídeo de um gatinho dançando aos som de Beatles.

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“Não podemos permitir que o emaranhado de ferramentas, entretenimentos e distrações fornecidas pela era da internet ditem como gastamos nosso tempo ou como nos sentimos.”

CAL NEWPORT, LIVRO MINIMALISMO DIGITAL.

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Fase 3: Estabeleça com clareza o espaço de cada atividade digital em sua vida

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Uma vez definido o que faz parte do seu mundo digital, é hora de estabelecer o momento ideal para usufruir do que foi escolhido.

Tudo tem sua hora, definir o que é saudável é uma forma de desenvolver seu autoconhecimento, fator fundamental para o processo rumo a qualidade de vida.

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