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13/09/2018

Planeta ou plástico?

Coluna do treinador, Iuri Lage

Desde março desse ano, quando me mudei para uma cidade litorânea aqui na Australia, vir surgir diversas reportagens em veículos de comunicação local abordando a poluição causada pelo plástico como tema principal.

No início não sabia da dimensão do problema e cheguei a pensar que se tratava de um movimento específico de cidades próximas ao mar que se preocupavam com a vida marinha.

Até que me deparei com essa capa da revista National Geographic dizendo: “Planeta ou Plástico? 8 bilhões de quilos de plásticos vão parar no oceano todos os anos e essa é só a ponta do iceberg”.

 

A ficha caiu! A questão é mundial, urgente e gravíssima…

O fato é que há 30 anos o lixo não era percebido como um problema complexo, isso porque nem tudo que consumíamos tinha componentes de difícil decomposição como hoje.

Para se ter uma ideia, estima-se que metade de todo plástico existente no planeta foi produzido nos últimos 15 anos.

A busca cada vez maior pela praticidade, somado ao crescimento populacional nos grandes centros urbanos mais o custo baixíssimo que se tem para produzir plástico nos fez chegar ao ponto em que estamos.

Só de pensar que TODO plástico já produzido até agora ainda não se decompôs, e nesse momento está poluindo algum canto do planeta, já bate um desespero em qualquer ser humano com o mínimo de bom senso.

 

Mas eu não jogo lixo no chão!

Isso já não é suficiente.,.

Está na hora de repensar o consumo evitando plásticos descartáveis e priorizar produtos feitos por materiais biodegradáveis.

Abaixo segue algumas mudanças que fiz aqui em casa que pode servir de inspiração para você:

 

Escova de dente feita de bambu! Por aqui se acha em supermercado e funciona super bem.

 

 

Barbeador a moda antiga. Cuidado para não se cortar!

 

 

Kit festa infantil e piquenique com pratos, copos e talheres feitos de materiais duráveis que podem ser lavados e utilizados diversas vezes

 

Uso de sacolas feitas de tecido para compras no supermercado (básico)

 

Abolição do canudo em restaurantes e lanchonetes, definitivamente não precisamos deles.

 

Além disso separamos o lixo reciclável para coleta seletiva e levamos os “plásticos moles” para uma central de reciclagem aqui da cidade.

 

Parece pouca coisa mas já é um começo!

 

Ainda sim continuamos impressionados com a quantidade de resíduos que produzimos semanalmente e temos muito a melhorar… 🙁

 

Tem ainda o micro lixo

Micro lixo são pequenos resíduos gerados em grande volume.

Por exemplo: papéis de bala, bitucas de cigarro, chicletes, ponta de embalagens plásticas, lacres de etiquetas, anéis de latinhas, cacos de vidro, tampinhas de garrafa entre outros.

Tudo que a maioria das pessoas acreditam que não irá fazer tanto mal e jogam no chão indo parar em canos de esgotos, rios e praias pelo mundo afora.

Esses micro lixos afetam a cadeia alimentar de vários animais, causando a morte de moluscos, aves, peixes, tartarugas e pequenos mamíferos:

Eles acabam confundindo os objetos com alimentos e os comem.

Alguns cientistas afirmam que esse tipo de resíduo é um dos principais problemas ambientais da atualidade, e devem ser colocados em pauta pelos governos imediatamente.

Atenção! Um dos micro lixos mais produzidos por corredores são as pontinhas dos sages de carboidrato em gel consumidos durante os treinos longos.

Muitas vezes o corredor joga a embalagem maior no lixo mas a pontinha ele cospe no chão após rasgar com a boca.

É muito comum ver esses micro plásticos em trilhas e parques frequentados por corredores

 

O corredor como agente da mudança

Por ocupar espaços públicos, trilhas e cidades, vejo os corredores como protagonistas no desafio de criar na população a conscientização da gestão do próprio resíduo e preservação do meio ambiente.

Conversar sobre o tema e, acima de tudo, dar exemplos é fundamental.

Sejamos conscientes, a Terra precisa da gente!

Ou melhor…

A gente precisa da Terra.

 

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