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08/01/2018

Retrospectiva 2017 – Corridas

Curiosidades, Post da Nagai

O ano que acabou não teve Olimpíadas, mas o Mundial de Atletismo, Breaking 2, recorde feminino nos 42km e despedidas de grandes ídolos como Bolt agitaram o atletismo profissional. No âmbito do atletismo amador, fomos premiados com mais meia maratonas de qualidade no país, como o circuito Asics GoldenRun.

Neste post, vamos cobrir alguns eventos e acontecimentos que marcaram 2017!

 

Consagração do melhor maratonista de todos os tempos.

Eliud Kipchoge encerrou 2016 já como o melhor da atualidade nos 42,195 km.

Em 2017, foi convidado pela Nike para ingressar em um projeto de 6 meses que tinha como objetivo mostra que o ser humano não tem limites, que, se atribuído o que há de mais avançado e favorável ao desempenho atlético, se consegue correr a maratona abaixo de duas horas.

Falamos do Breaking2 em post aqui no blog (clique aqui para ler).

Kipchoge não correu abaixo das 2h, ficando 25 segundo acima. Porém, mesmo não atendendo a critérios da federação de atletismo (IAAF) para homologação do resultado, o atleta provou  mais uma vez sua supremacia na distância.

Fica evidente a importância da força mental no desempenho atlético e como ele construiu uma estrutura simples e de cooperação para atingir resultados individuais surpreendentes.

Em setembro de 2017, Eliud correu a Maratona de Berlim, Major detentora do maior número de recordes mundiais. No pelotão de elite ninguém menos que Bekele, segundo homem mais rápido nos 42km, e o ex-recordista mundial Kipsang também competiam para recorde. Kipsang saiu da prova no km 30, já com problemas estomacais. Bekele também abandou a prova aproximadamente nos 30 km, quando já tinha desgarrado do primeiro grupo de corredores.

O tempo chuvoso não favoreceu o recorde mundial, mas Kipchoge correu em honroso tempo de 2:03:31, apenas 34 segundos do recorde de Denis Kimetto.

O que esperar dele em 2018? Uma nova tentativa de quebra de recorde mundial está agendada para a Maratona de Londres, em abril, competindo também com Mo Farah.

Kipchoge completa a Maratona de Berlim 2017.

 

 

Nova meia maratona em BH.

A marca esportiva Asics volta a ter seus eventos de corrida com nova organizadora: a Norte Marketing Esportivo (a O2), que substitui a Iguana Sports, que possui notória experiência no ramo.  O marketing ficou em torno da “corrida pelo ouro”, mantendo a proposta de meias maratonas puras e com percurso rápido.

O circuito de meias em 2017 foi realizado em 8 cidades: São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte (no Brasil), Buenos Aires (na Argentina), Santiago (no Chile) e Lima (no Peru).

O percurso mineiro consistia na própria volta no entorno da Lagoa da Pampulha (18km) e mais um trecho de ida e volta na Avenida Professor Clóvis Salgado para fechar os 21,097 km e foi realizada no mês de agosto.

A largada cedo, bem organizada, percurso plano, kit muito bacana, fizeram eu concluir minha melhor meia maratona.

Voltando no tempo, em 2012, ainda no modelo de GoldenFour e sob organização da Iguana Sports, Belo Horizonte recebeu uma das etapas e no ano de 2013, foi substituída por Porto Alegre. A cidade também chegou a receber a Mizuno Half Marathon em março de 2014, evento que não se repetiu nos anos seguintes.

Para ano que vem o circuito engloba mais 2 cidades – uma no Uruguai e outra na Colômbia. A etapa Belo Horizonte será dia 26 de agosto, porém sujeita a alterações, sendo possível se inscrever antes mesmo da divulgação do percurso.

  Medalhas da GoldenRun BH 2017.

 

 

Mulheres batendo recordes nas Longas distâncias.

Em abril, a queniana Mary Keitany bateu o recorde mundial da maratona na era em que apenas mulheres competem entre si e sem auxílio de pacers masculinos.

Paula Radcliffe perde a melhor marca desta nova era que era de 2h 17min 42s para Mary que correu a Maratona de Londres deste ano em 2h 17min 01s (tempo oficial).

Este ano foi excelente para a atleta que voltou a registrar tempos sub 2:20 nas maratonas, depois de aproximadamente 5 anos com tempos entre 2:23-2:25. Em 2012 e 2011 conseguiu marcas incríveis de 2h 18min 37s e 2h 19min 19s, respectivamente.

Keitany completa a Maratona de Londres 2017.

 

 

Aposentadoria para Bolt.

A anunciada aposentadoria de Usain Bolt ocorreu após Mundial de Atletismo em Londres, no mês de agosto. Bolt competiu nos 100m rasos e no revezamento jamaicano 4x100m.

O astro encerrou um rico período de vitórias

em que ele foi o principal responsável por popularizar o atletismo no mundo e divertir o espectador com seu estilo irreverente.

Nos 100m, Bolt não largou bem e não teve pernas para superar seus concorrentes nos metros finais. Ele acabou sendo ultrapassado por Coleman (prata) e Justin Gatlin (ouro) o surpreendeu . Desta vez seu maior rival triunfou, mas não deixou de mostrar o respeito por Bolt no final da prova.

No revezamento, Bolt não conseguiu finalizar seus 100m finais após visivelmente sentir dores na perna esquerda.

Bolt deixou de competir profissionalmente e pa

ssou a fazer algumas aparições públicas, por exemplo, na Fórmula 1, acompanhando um de seus amigos, Lewis Hamilton.

Bolt se aposenta das pistas de atletismo após o Campeonato Mundial de 2017.

 

 

É Hexa!

Giovani dos Sant00os encerra mais uma Volta Internacional da Pampulha (52min 55s) no topo do pódio, em dezembro. O atleta não bateu o recorde da prova em função da umidade no dia, afinal foi um período muito chuvoso.

O atleta segue dominante na VIP, só dá ele desde 2012 e em 2015, Giovani correu sua melhor prova em 52:32 quando ficou a apenas 9 segundos do recorde.

    Giovani dos Santos vence pela sexta vez a Volta Internacional da Pampulha em 2017.

 

 

Shalane Flanagan conqusta sua primera Major quando já pensava em aposentar-se.

Shalane Flanagan é uma das mais bem-sucedidas atletas americanas e representou seu país em 4 olimpíadas. Ela detém 3 recordes americanos: nos 3000 m, 10km (em corrida de rua, o seu recorde de pista foi batido ano passado por Molly Huddle) e 15km.

Shalane vinha de um período difícil, pois em abril de 2017, não correu a maratona de Boston por tratamento de uma lesão séria: fratura nas costas atribuída à intensa carga de treinamento na esteira. Outro fator que levou à fratura, foi mudar a condição de treino em função da forte neve durante o ciclo de treinamento, lhe restando apenas treinar na esteira.

A atleta conquistou o primeiro lugar na TCS New York City Marathon com tempo de 2h 26min 53s em, superando a favorita e recordista mundial na distância, Mary Keitany, que terminou a prova cerca de 1 minuto depois.

Foi um dia difícil para Mary e um dia de glória a Shalane, que conquistou sua primeira Major aos 36 anos, quando já cogitava a hipótese de ser sua última competição.

Para 2018, aproveitando de sua excelente fase, Shalane anunciou que competirá em abrill a Maratona de Boston.

    Flanagan vence a Maratona de Nova Iorque em 2017.

 

 

Que 2018 seja repleto de vitórias inspiradoras como a de Shalane, recordes mundiais, mais eventos esportivos e provas bacanas para os atletas amadores!

 

 

 

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